Crescendo como Saumensch

Resenha | Cidade dos Ossos

quinta-feira, novembro 19, 2015 Julia Pinheiro 4 Comments


Cidade dos Ossos é o primeiro livro da série Instrumentos Mortais escrito pela Cassandra Clare e publicado no Brasil em 2007 pela Galera Record. O livro é dividido em três partes, tem 459 páginas amareladas () e é narrado em terceira pessoa. A maior parte das vezes retrata apenas o ponto de vista de Clary ( a protagonista ), e só tem noção das suas sensações e percepções, mas muitas outras vezes o ponto de vista muda ao longo da história.


O universo fantástico criado por Cassandra é um mundo de seres sobrenaturais, demônios e anjos. O muno era infestado de demônios antes do anjo Raziel abençoar certas pessoas com poderes especiais e a capacidade de marcar suas peles para que tais marcas forneçam novas habilidades para assim combaterem os demônios e defender a humanidade, esses ficaram chamados de Nephilins, ou, os Caçadores de Sombras.


Os Nephilim vivem escondidos por feitiços, e os mundanos não tem ideia de sua existência ou dos demônios que ameaçam sua segurança todos os dias. Eles vivem em seu mundo a parte, com sua própria cultura e educação apropriada ( não vão à escola pois só precisam aprender sobre demônios ).

Além dos Caçadores de Sombras e dos demônios há também as criaturas do submundo, que são as fadas, feiticeiros, lobisomens e vampiros, mas a relação deles com todo o resto é meio conturbada e só conforme você vai avançando na história você vai entendendo melhor como as coisas funcionam.


Esse é o mundo a parte que tenta viver em segredo da nossa realidade, e assim era pra Clary até uma noite quando ela e seu melhor amigo Simon, enquanto estão em uma boate, presencia três adolescentes cometendo um assassinato. Mas ninguém além dela viu nada de diferente acontecer.

Deixando as dúvidas quanto sua sanidade Clary continua com a sua vida, até que, enquanto tomava café com Simon no dia seguinte ao incidente, o garoto que parecia um leão, o garoto que cometeu um assassinato na boate, reapareceu, e ainda ninguém o via. Ela acaba o seguindo em busca de repostas mas tudo que consegue é uma conversa sem pé nem cabeça sobre lobisomens, marcas e demônios. Se ela desconfiava que podia estar ficando maluca, ela tinha certeza de que o menino loiro a sua frente já tinha perdido completamente a cabeça. Mas a conversa foi interrompida por uma ligação da mãe de Clary. Ela ouvia barulhos ao fundo enquanto a mãe implorava para que ela não voltasse para casa quando a ligação foi subitamente interrompida 


Desesperada Clary corre pra casa e ao chegar descobre que alguém levou sua mãe embora e de alguma forma seu sumiço está relacionado com esse mundo estranho que Clary não fazia ideia de que existia, e pior ainda, sua mãe pode ter sido levada embora pelo maior traidor dos Caçadores de Sombras: Valentim, que depois de muito tempo reapareceu buscando um precioso objeto. 

Com tantas descobertas Jace, o menino louro da boate, com suas explicações antes tão loucas e que agora se tornaram tão reais, vira sua melhor chance para encontrar sua mãe e entender melhor o que ela tem a ver com esse mundo, o que ela realmente é e o que sua mãe lhe escondeu durante todos seus 16 anos?


A narrativa não para. Não tem hora pra respirar. Apesar de ser um pouco confuso no começo - até você entender como que o mundo dos Caçadores de Sombra funcionam e quem é quem e todas essas coisas - a história não tem muitos altos e baixos, é alta o tempo todo e eu já disse aqui uma vez, mas vou dizer de novo, eu amo isso! Amo quando a história é cheia de problemas para serem solucionados enquanto mais problemas acabam aparecendo!


Isso e o fato dos personagens serem muitoooo bem construídos fez com que eu me apaixonasse de cara por Instrumentos Mortais. Todos os personagens tem personalidades marcantes e contribuem cada um de um jeito único pra história, fazendo ela ser engraçada, cheia de ação, desesperadora nos tempos certos e dos jeitos certos. Um dos fatos que com certeza contribuiu pra termos maior conhecimento desses personagens foi a mudança dos pontos de vista que não ficavam só na Clary o tempo todo. Amei isso e Cassandra demonstrou um grande entendimento dos personagens transformando-os em pessoas muito mais reais do que feitas de palavras. 

Não sei se vocês já tiveram essa sensação em algum livro de que tal personagem não falaria ou agiria de tal forma, como se o escritor tivesse momentaneamente esquecido das raízes de sua personalidade só pra forçar certos rumos na história, nessa, definitivamente tão tem isso. Nada parece forçado, as coisas se encaminham sem pressa e rumam todas na mesma direção.


Quando acabei Cidade dos Ossos já estava louca pra sair por ai matando demônios, apaixonada pelo Jace, desestabilizada pela Isabelle e com fortes sentimentos de compreensão pelo Simon e suas piadas que é difícil darem crédito mas que me fizeram dar boas risadas ( muitas delas em público, a propósito ), fora o desespero pelo próximo livro. Eu realmente mergulhei na história e devorei o livro em pouco tempo, ainda mais depois da bomba jogada no ar no final do livro, deixando umas questões muito tensas para serem resolvidas no próximo.


Só tenho elogios a fazer ao livro, se tornou meu queridinho e já estou completamente viciada ( naquele ritmo que você só pensa/sonha/desenha/escreve/respira sobre a história ) mas fiquei um pouco triste com a minha edição. Não sei se foi azar meu mas comprei o novo box holográfico da série que é lindo mas achei muitos erros de impressão. Muitos travessões eram muito apagados, ou pareceram que foram desenhados a mão de qualquer jeito, ficando tortos, ou até mesmo nem tinha, e você tinha que continuar lendo pra descobrir se aquilo realmente foi dito ou foi só pensado, fora alguns erros na escrita também ( mãe, quando na verdade era mão - sim, isso é sério ) e algumas páginas que as letras ficavam muito mais fortes, como se tivessem usado tinta demais na impressão e ficava bem chato de ler. Mas tudo bem. Ainda é meu queridinho e ainda o indico desesperadamente para aqueles que gostam de fantasia com as doses certas de mistério, romance, ação e situações muito tensas surgindo em cada página 


Trechos favoritos:

"É seu dom ver a beleza e o horror em coisas ordinárias. Isso não faz de você uma pessoa louca, apenas diferente. Não há nada de errado em ser diferente."


"Amar é destruir, e ser amado é ser destruído."

" - O pai do menino só está tentando torná-lo mais forte. Inflexível.
- Mas é preciso saber se dobrar um pouquinho também, ou você quebra."

"Todo conhecimento dói."

"Metade da sua atenção é melhor do que toda atenção de qualquer outra pessoa."

"Fechar os olhos e fingir que alguma coisa não está acontecendo não faz com que ela não aconteça."

"Você não pode salvar os outros antes de salvar a si própria."


A resenha ficou bem grande mas não tem como não se prolongar falando desse livro *-* Algum shadow hunter por aí?

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4 comentários

  1. Olá, Júlia!

    Quanto tempo que não passo por aqui, fotos lindas como sempre!
    Amo essa série e adoro saber que mais pessoas estão lendo ela.


    Beijos,

    http://whoisllara.blogspot.com.br/

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  2. Eu tô doida pra que você leia As Peças Infernais logo, acho que isso não é novidade HUAHAH Gosto bastante d'Os Instrumentos Mortais também, apesar de Cidade dos Ossos não ter me conquistado de cara, fui passando a gostar a partir do segundo livro, porque os personagens não conseguiram me encantar... Ai, não suporto a Clary ): Mas amo Simon, Isabelle e Magnus - que já conhecia d'As Peças Infernais -. Imagino como você vai ficar lendo os outros livros ou, finalmente, a minha trilogia favorita, hehe. Aguardo os posts!! <3

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    1. Ai noooooooossaaaa com esse final de Instrumentos Mortais, comooooo não surtar pra ler as Peças Infernais??? Sério, to surtada! Eu só fui gostar da Clary nos últimos livros também ajkshkjda Mas realmente, Magnus, Simon e Isabelle <3 E MALEC <3 AI MDS QUE SHIP! E amo o Jace também asdhkajsdk Aiiii como queria ter seguido seu conselho askjdhakjsd To me morrendo pra ler os outros

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