Crescendo como Saumensch

Cidades de papel

terça-feira, novembro 19, 2013 Julia Pinheiro 8 Comments



Cidades de Papel é mais um livro escrito pelo John Green, recentemente publicado no Brasil pela editora Intrínseca. O livro tem 361 páginas, do tipo amareladas, e é dividido em 3 partes.



Cidades de Papel tem como protagonista Quentin Jacobsen, um adolescente que está no último ano do ensino médio e que é um pouco introspectivo, porém ainda tem lá seu nível de normalidade, tem poucos amigos, e não gosta muito de ir a festas e essas coisas, e tem uma paixão guardada pela sua amiga  de infância (porém, não mais amiga) Margo Roth Spiegelman.



A história começa pra valer em uma noite de 5 de maio, quando Margo entra pela janela do quarto de Quentin e o chama para realizar uma importante missão, e ele, por sua vez, aceita. A missão tem várias etapas, e dura a madrugada inteira, e Quentin aproveita aqueles momentos a sós com Margo para redescobrir a menina que um dia fora sua amiga na infância.

Com a missão já completada, Quentin volta pra casa cansado porém com aquele feliz sentimento de que tudo ia mudar, tinha recuperado a amizade da Margo, tinha vivido a mais louca noite de sua vida, as coisas iam mudar, porém não do jeito como ele gostaria que mudasse, porque no dia seguinte, na escola, chegou a notícia de que Margo Roth Spiegelman tinha desaparecido. Na verdade ela sempre desaparecia para uma aventura qualquer, e sempre voltava, mas dessa vez era diferente: ela deixou pistas, deixou pistas para o Quentin, ela queria que ele a encontrasse.

E assim segue o livro: Quentin, e seus dois amigos Ben e Radar, procurando e desvendando as pistas deixadas por Margo, e correndo contra o tempo para encontra-la.

O livro envolve muitas viagens, dai peguei um guia de viajem muito lindo de roma pra tirar foto junto =3
Minha opinião sobre o livro: Uma montanha russa.

Tinha muitos altos e baixos. O livro começou muito bom, depois o ritmo da leitura foi diminuindo, e depois foi ficando meio monótono, e depois voltou a ficar bom, e depois ficou um bom tempo monótono, e ai chegou o grand finale: Surpreendente. Intenso. Filosófico. Aliciante.



Quando o livro atingiu seu ápice, ele simplesmente acabou. O que foi a parte decepcionante, porque deu a impressão de que faltavam páginas, ficaram coisas mal resolvidas, não foi o tipo de final que acaba do nada mas só tem uma maneira de você pensar na possível continuação do livro caso houvessem mais páginas para os personagens viverem, deixou um gostinho de quero mais, um mistério intrigante pairando no ar, o que me deixou bastante apreensiva.

Porém, apesar dos altos e baixos foi um livro que foi profundo mas que não foi nenhum pouco dramático, muito pelo contrário, foi bem divertido, e devemos essa graça aos personagens secundários Ben e Radar, que levaram toda a animação e a agilidade necessária ao livro. E mesmo que a escrita do John Green continue leve, acho que sem eles o livro não teria sido tão prazeroso.

O livro começou com o pé direito: logo na primeira página já tem uma das frases que eu mais gostei.
Frases favoritas:

"Gostava de ficar afastado, observando-os - era um tipo de tristeza que não me incomodava, e assim eu só ouvia, deixando toda a felicidade e toda a tristeza daquele redemoinho de términos me dominarem, cada sentimento fazendo o outro ficar mais forte. Por um longo tempo foi como se meu peito estivesse se abrindo, mas era não exatamente desagradável."

"Achei aquilo perfeito: você ouvia as pessoas para enxerga-las,e ouvia todas as coisas horríveis e todas as coisas maravilhosas que elas faziam consigo e com os outros, mas, no final das contas, ouvir faz com que se exponha muito mais do que as pessoas a quem se estava tentando escutar."

"- Nada acontece como a gente acha que vai acontecer.
- Verdade. Mas, se você não imaginar, as coisas sequer chegam a acontecer."

"A preciosidade do momento, que deveria facilitar o diálogo, só dificulta."

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8 comentários

  1. Gostei do blog... Já estou seguindo!!

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  2. Gostei do seu blog, estamos seguindo já!


    OC.

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  3. Um ótimo livro, foi muito divertido acompanhar o plano de vingança da Margo.

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    1. Também gostei, mas como disse, achei que teve muitos altos e baixos. Porém terminei Quem é você Alasca?, e achei que foi o melhor livro dele que já li. Fica de olho que essa semana tem resenha nova, flor. Beijos

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  4. Vou tentar ler esse livro logo depois que terminar Quem é você, Alasca? e espero que goste tanto quanto to gostando desse. Gostei da resenha, alias, to gostando de todas, pois curti o jeito que você faz :)
    http://os-jovens-leitores.blogspot.com.br/

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    1. Leia sim, a escrita do John é sempre muito boa, apesar de que eu preferi Quem é você, Alasca?
      Muito obrigada! É sempre muito bom e gratificante ouvir um feedback assim! seja bem-vindo ao blog =D

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