Crescendo como Saumensch

Perdão, Leonard Peacock

segunda-feira, outubro 14, 2013 Julia Pinheiro 0 Comments



Perdão, Leonard Peacock é um livro escrito por Matthew Quick (autor de O lado bom da vida) que conta a história de Leonard, que é um adolescente que esta pretendendo cometer um homicídio-suicídio (matar alguém e depois se matar) em seu aniversário de 18 anos. 



O livro tem início na manhã do aniversário de Leonard e a história se estende no decorrer do mesmo dia, no qual ele pretende, antes de se matar, se despedir das pessoas que são importantes pra ele. Posso dizer até que o livro tem como principal elemento os presentes que Leonard pretende dar a essas pessoas importantes como forma de se despedir, porque é através desses presentes que começamos a conhece-lo, através das histórias que cercam esses presentes e as pessoas que serão presenteadas. 

É uma história bem agoniante, pois você vai conhecendo o Leonard de uma maneira devagar e sutil, ao passo que você sabe que em breve ele vai se matar, o que faz com que você nunca saiba qual vai ser seu próximo movimento, e deixa uma sensação no ar de que você nunca vai realmente conhece-lo ( o que analisando por um ângulo mais complexo, é pura verdade ).




Achei o Leonard bem parecido com o Pat (o protagonista de O lado bom da vida). Ambos são especiais, e enxergam o mundo de uma maneira fora do convencional, porém o que difere a narração dos livros é que enquanto Pat tem uma esperança muito grande de que a vida pode melhorar, Leonard, apesar de ter tentado achar o lado bom da vida, já não acredita que as coisas possam melhorar.



Gostei muito de ver o mundo aos olhos de Leonard Peacock, ele faz perguntas muito intrigantes e inteligentes, e acho que esse livro devia ser uma espécie de leitura obrigatória em toda escola, pois faz você mergulhar no pensamento de um jovem que aparentemente não tem nada de errado, mas que por dentro é destruído. E acho que a mensagem que fica com esse livro é que você não conhece as pessoas e que muito dificilmente conhecerá, mas mesmo assim você tem que dar o melhor de si para fazer com que as pessoas vejam que tem alguém que se importa, porque se as pessoas tivessem sido um pouco mais atenciosas com o sentimento alheio na escola de Leonard, provavelmente ele não teria se tornado um suicida.



A dedicatória do livro é encantadora, e acho que ela tem tudo a ver com o livro em si, pois "faroleiros" é "um indivíduo que diz ser o que não é". Ou seja, o livro é dedicado, ao meu ver, a outros Leonards, pessoas que como ele, fingem não terem problemas, ou se recusam a compartilha-lo por alguma razão, mas que na verdade são destruídos por dentro.



Frases favorita:


"- Como você sabe que vai ganhar?
- Porque eu continuo lutando"

"Podemos ser humanos e monstros ao mesmo tempo, que ambas as possibilidades estão em todos nós."

"Só que você não era nem um pouco normal. Era cheio de magia."

"Eu gostaria de acreditar que a felicidade na vida de pessoas propensas à tristeza pode ser pelo menos possível mais tarde."

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